Esta é apenas a minha visão do final para a personagem Cersei e Jaime Lanister de Game of Thrones. Compartilhamentos e publicações são autorizadas desde que citem o autor e a fonte. Abraços Gotmaniacos. ;)
The winter is comming...
"...Fugidos da fortaleza vermelha Cersei e Jaime, descem pelos corredores estreitos e fétidos da antiga passagem. Um leve cheiro de esgoto e um ar pesado sobre a neblina dos excrementos de toda cidade se faz presente. Cersei ainda estava chocada e assustada, correndo com a mão na barriga, acompanhava Jaime que estava muito ferido e cambaleando.
Ela sabia que ele não conseguiria, mas por uma força oriunda de um amor inexplicável por ele, o acompanhou até a baia.
Exausto ele senta-se e olha mais uma vez para a sua amada e uma expressão bucólica era notório em sua face. Neste momento o ar começa a ficar mais limpo com o cheiro da maresia, a liberdade vinha brindar e premiar os amantes fugitivos. Ele consegue ver a luz ao fundo e o bote esperando para a grande fuga.
- Vá. Encontrará refúgio nos aliados de Pentos.
- Jamais irei sem você.
Jaime ainda cambaleando, percorre mais alguns metros de encontro ao bote. Tem certeza de que aquele seria o seu Adeus. Ao chegarem na margem da baia, Cersei solta um palavrão ao ver o corpo de Euron Greyjoy sem vida. - IDIOTA.. Não conseguiu nem me proteger. Merece a morte.
Jaime a abraça e continuam caminhando.
- Vá meu amor e leve essa espada, é aço Valiriano. Chegando a Pentos use esses farrapos que estão no bote e não fale com ninguém.
Cersei percebe que além dos farrapos, no bote está a Besta que entregou para a sua Mão. A besta era para ceifar a vida de seus irmãos.
- Como isso chegou aqui?
- Foi o que conseguimos quando Tyrion prometeu o dobro do que você iria pagar para Bronn. Não tem mais importância agora. Vamos, entre, depressa, temos pouco tempo.
Jaime pega a besta e entrega na mão de sua amada e pede para que ela não hesite em usar se necessário.
Por um momento o tempo parou. O olhar entre os dois que parecia durar horas, assim como a batida de seus corações, ouviam as ondas quebrando nas pedras e um vento quente e sepulcral se aproximava e ficava mais forte. Vento que Jaime conhecia muito bem.
A ventania apocalíptica foi se intensificando ao ponto de derruba-los na areia e quando olharam para o céu, viram a sombra que cobria o sol e ouviram um Grito.
Era o grito do dragão.
E lá estava ela montada em seu dragão voador. Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki, a Primeira de Seu Nome, pousa com o seu impetuoso monstro sobre as rochas. Avista-os e está bem próxima de suas vítimas.
- Eu avisei que seria Sangue e Fogo. Gritou a Rainha Targaryen.
Cersei e Jaime se colocam de pé prontamente, não disfarçam o espanto e horror estampado em suas expressões. Cersei se esconde atrás do Jaime e misteriosamente sente muito medo da morte. Pensa em seu futuro filho, um Flash passa em sua mente. Todos os outros filhos mortos, pai, mãe e uma cidade inteira. Pensa até mesmo na profecia que um dia ouvira de uma bruxa na infância.
O terror se verte em ódio. Ódio pelos inimigos, ódio pelos Targueryen e ódio pela rainha Dragão.
O mesmo ódio que crescia pouco a pouco e iria tomando conta da mente de Cercei. Jaime atônito, pega a espada no chão mesmo sabendo da inutilidade de tal arma contra um Dragão.
Daenerys diz:
- Suas últimas palavras....
Cersei empurra o Jaime para o lado e grita em alto e bom tom para que a rainha ouvisse:
- UM LANISTER SEMPRE PAGA SUAS DÍVIDAS..
Atira a flecha contra a rainha Dragão. A flecha atinge o seu ombro, faz com que Daenerys quase caia de seu dragão. Com a expressão de revolta e uma louca vontade de vingança, apoia-se novamente nas escamas e esporas do dragão. Sente o sangue escarlate manchando a sua túnica real. O dragão se agita e solta um grito ensurdecedor. Apenas espera a reação de sua mãe. Que volta a encarar o regicida e a rainha deposta.
Jaime se coloca de pé com dificuldade. E já prevendo o que aconteceria. Toca na barriga de Cercei, ela por sua vez, retribui o gesto com um sorriso olha profundamente o seu eterno amado e o beija tão calorosamente como outrora.
Daenerys chorando de dor, olha bem para os dois sua veia pulsa o sangue cobre o dorso do dragão e por um instante lembra-se de Missandei.
E grita com toda a sua força:
D R A C A R Y S.....
Daenerys voa de volta ferida a pedra do dragão.
Fogo e Sangue..."
(Por Manfredini Junior)
"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser, todo verbo é livre para ser direto e indireto, nenhum predicado será prejudicado, nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final! Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas e estar entre vírgulas pode ser aposto e eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples.. Um sujeito e sua oração.." O Teatro Mágico.
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sábado, 18 de maio de 2019
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